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Capixabas enfrentam segundo dia de greve de ônibus na Grande Vitória

 

  

Os moradores da Grande Vitória enfrentam nesta quinta-feira (25) o segundo dia de greve dos motoristas e cobradores do Transcol. Apenas metade da frota está circulando, o que tem gerado longa espera nos pontos e terminais e revolta e reclamação de alguns passageiros. A greve deve permanecer até o próximo dia 03 de dezembro.

 

Em assembléia realizada na tarde desta quarta-feira (24), os rodoviários decidiram manter a greve até o julgamento do dissídio coletivo na Justiça do Trabalho. Pela manhã, uma audiência de conciliação terminou sem acordo no Tribunal Regional do Trabalho. A desembargadora Wanda Lucia Decuzzi, presidente do tribunal, solicitou que os rodoviários suspendessem a greve.

 

Segundo informações da assessoria de imprensa do TRT, o fato de a categoria suspender ou não a paralisação não tem nenhum peso no julgamento do dissídio, que está marcado para acontecer no próximo dia 3. Isso porque não se trata mais de uma negociação, mas de uma decisão da justiça para as cláusulas econômicas que envolvem a reivindicação dos rodoviários.

 

O Sindicato das Empresas de Transporte Metropolitano da Grande Vitória (GVBus) e o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Espírito Santo (Setpes) entraram com um pedido no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para suspender a greve. Os sindicatos alegam que a decisão sobre o reajuste salarial será decidido pela justiça, e não cabe mais negociação entre as partes. A definição da justiça pode sair ainda nesta quinta-feira.

 

Na última segunda-feira (22), a Justiça determinou que os motoristas e cobradores devem manter 50% da frota em circulação, sob pena de multa de R$ 20 mil por dia. Segundo o TRT, até o momento, os grevistas estão cumprindo essa exigência.

 

Os motoristas avisaram que além da paralisação de 50% da frota do Transcol, eles também não usarão uniformes e vão reduzir a velocidade dos ônibus a partir desta quinta.

 

O primeiro dia de greve foi relativamente calmo, mas houve um problema no terminal de Campo Grande, em Cariacica. Motoristas e cobradores descumpriram a determinação da Justiça e se negaram a rodar com 50% da frota na Grande Vitória. A atitude que pegou todo mundo de surpresa gerou confusão e revolta.

 

Os passageiros ficaram indignados e reagiram de forma agressiva. Até um copo de refrigerante foi jogado em um dos passageiros.

 

"O motorista nos pegou no ponto, quando entramos no ônibus ele dava gargalhadas. Eles cobraram a passagem normalmente, mas nos deixou aqui dentro do terminal. Para que cobrar passagem então? Nós estamos nervosos por isso”, disse uma usuária do Transcol.

 

Reivindicações

 

Os rodoviários reivindicam reajuste salarial de 30%, plano de saúde integral, reajuste de R$ 4 no ticket alimentação, além de equiparar o salário de fiscal com o de motorista.

 

O Sindicato das Empresas de Transporte Metropolitano da Grande Vitória (GVBus) e o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Espírito Santo (Setpes) informaram que ofereceram aos rodoviários um reajuste de 5,39%, referente ao INPC acumulado entre novembro de 2009 e outubro de 2010, a ser aplicado sobre salário, plano de saúde, seguro de vida e ticket refeição.

 

O GVBus e o SETPES alegam que, com a instauração do Dissídio Coletivo, a deflagração da greve é desnecessária, uma vez que as empresas solicitaram a arbitragem do Judiciário para resolver o impasse.

 

Fonte: Folha Vitória

 

 

 

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