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Metade da frota testa paciência da população na greve dos rodoviários (Grande Vitória) "Estou esperando há muito tempo, se não vier terei que ir embora a pé, vou demorar mais de meia hora para isso. Eu fiquei a madrugada toda acordado e estou cansado, mas tem outro jeito?", questiona o vigilante. A merendeira, Margarida Bianti, mora em Santa Rita, Vila Velha. De lá até o Terminal Carapina ela conseguiu ônibus facilmente, porém a informaram que o segundo ônibus que ela teria que pegar para chegar ao seu destino, não está em circulação. "Eu cheguei até mais cedo que de costume, por já saber da greve, mas fiquei sabendo que não terá ônibus para o CDP da Serra. Terei que voltar pra casa", declara a usuária do transporte. Enquanto para muitos a situação é absurda, outros se anteciparam. E assim que souberam da greve, organizaram outras maneiras de condução. Isso é notado até mesmo pela diminuição da movimentação nos terminais. Apesar de cheios, o porteiro do terminal Carapina, Moacir Barbosa da Silva, o movimento está fraco, com poucos passageiros. Quem não está satisfeita com a greve é a ambulante que tem uma barraca de guloseimas no terminal, Natália Pereira Santos. "Durante a manhã o movimento não costuma ser dos melhores, mas hoje, em especial está horrível, o movimento está muito fraco. Não vejo a hora da greve acabar pra a venda voltar ao normal", declara a vendedora. Muitas empresas foram buscar os funcionários em casa, outros pegaram taxi, ou optaram por modais diferenciados, como bicicleta, ou até mesmo a pé. Quem não costuma usar o carro que possui, foi obrigado a tirá-lo da garagem, com isso um grande engarrafamento tomou a Avenida Norte-Sul. O rodoviário, Cristiano Rosa contou que nesta quarta-feira (24) trabalhou normalmente. Ele afirmou que ouviu algumas reclamações de passageiros, mas nada que chamasse muito a atenção. "Os ônibus não estavam tão cheios, e as viagens seguem tranquila", conta. Cinco policiais militares estavam em duas viaturas para fazer a segurança do local. Além de quatro PM's da cavalaria. A segurança interna do terminal também estava a postos. De acordo com o agente Sandro Roberto nenhuma confusão havia acontecido, mas estão preparados para qualquer eventualidade. "Ninguém gritou, se exaltou, nem teve nenhum princípio de confusão", declara. No Terminal Vila Velha nenhuma confusão foi registrada. Alguns ônibus já deixaram o local e circulam pelas ruas da Grande Vitória. Os funcionários do terminal garantem que estão operando conforme determinação da lei, com 50% da frota em funcionamento. As filas dos ônibus estão grandes, mas passageiros afirmam que em no máximo 30 minutos conseguem pegar o coletivo. Uma audiência de conciliação do Dissídio Coletivo de Greve dos Rodoviários será realizada às 11h, no plenário do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-ES).
Fonte: EShoje.com.br
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