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Setor
de serviços projeta 1º semestre aquecido
Trinta e cinco por cento dos
prestadores de serviços de todo o país acreditam que no primeiro semestre de
2011 o faturamento de suas empresas crescerá entre 7% e 10% ou mais na
comparação com o mesmo período de 2010. Encomendados pela Central Brasileira
do Setor de Serviços – Cebrasse, os dados foram apurados em pesquisa Ipema
realizada em novembro junto a federações e sindicatos que representam
aproximadamente 25 mil empresas. No total, a Cebrasse reúne cerca de 80
entidades de empreendedores de serviços, que têm cerca de 200 mil empresas e
que geram aproximadamente 8 milhões de empregos. Avaliando os números coletados, o
presidente da Cebrasse, Paulo Lofreta, lembrou-se de que no início de novembro
a equipe econômica do governo avaliava que o Brasil deve crescer de 7,5% a 8%
neste ano, ‘o melhor desempenho dos últimos 25 anos’. Para o empresário, “temos
um terço dos nossos empresários associados calculando faturamento igual ou
superior à média projetada para o PIB, o que é um otimismo astronômico,
característico de tempos de muita solidez em várias economias do Planeta”. Os motivos para tanta expectativa são
vários. Entre eles, o fato de o país já estar se organizando para os
preparativos da Copa do Mundo de 2014 e outros eventos esportivos, e também de
a dinâmica dos serviços inserir-se intrinsecamente na cadeia produtiva de todos
os setores de atividade econômica do mercado e também no setor público. Excluindo aqueles 35% dos
entrevistados bastante otimistas ao estimar crescimento entre 7% e 10% ou mais,
outros empreendedores apostam em diferentes níveis de crescimento. Trinta e um
por cento apontam a média de 5%, e 16% deles pontuam entre 1% e 3%. Doze por
cento creem em manter os mesmos níveis registrados no primeiro semestre de
2010, e apenas 1% indica níveis abaixo dos daquele período. Quanto aos 5% que não souberam
informar, avalia-se que não consideram a possibilidade de redução de ganhos no
comparativo entre os primeiros seis meses de 2010 e 2011, e que suas projeções
reais podem estar em qualquer percentual. Segmentação Quarenta por cento dos empresários de
informática e de merchandising esperam maior crescimento (10% ou mais) na
comparação entre os dois semestres. Quase trinta por cento dos de segurança
privada, 25% dos de manutenção elétrica e em torno de 20% dos prestadores de
serviços gerais, engenharia e montagem e de contabilidade também apostam nessa
média de aumento. A média de 8% foi mais apontada pelos
de informática (40%), manutenção mecânica (33%), trabalho temporário (26,3%). Na área de contabilidade, 40% dos
empreendedores apostam em crescer na média de 5%. Outros 40% têm, igualmente,
expectativas de crescimento em torno de 10% e de 2%. Os demais escritórios
contábeis acreditam em crescer em torno de 5%. Serviços de administração de RH
apontam equitativamente, em 33,3%, faturamentos médios de 2%, 5% e 8%. Outro
segmento que vê com equidade (25%) os níveis de faturamento entre 2%, 5%%, 10%
ou mais, e igualdade entre os dois semestres, é o de manutenção elétrica. Os que mais pontuaram a média de 5% de
incremento nos negócios foram os prestadores das áreas de engenharia (60%), merchandising
(40%), manutenção predial (38,5%), limpeza e conservação (37,5%), trabalho
temporário (37%), segurança privada (36%), e os de logística e de serviços
especializados de predominância de mão de obra (28,6%). O setor de telemarketing e call center
é o que mais aponta para o primeiro semestre o menor índice de ganhos (entre 1%
e 2%) ante o mesmo período em 2009: quase 67% dessas empresas. Cerca de 28% por
cento das que operam em logística apontam o mesmo percentual. Faturar menos que em 2009 foi previsão
feita apenas por 7% dos empresários de segurança privada e por 3,6% dos da
atividade de serviços especializados com predominância e mão de obra. Empregabilidade Na comparação entre os dois semestres,
enquanto 82% dos prestadores apontam crescimento em ganhos, são em 76% os que
preveem aumentar o número de seus empregados. As médias de 8% e de 10% ou mais de
novos contratos de trabalhos foram igualmente indicadas por 11% dos
pesquisados. Para cinqüenta e quatro por cento dos empregadores, a expansão do
número de funcionários, na comparação entre os dois semestres, deverá ser entre
as médias de 2% e de 5%. Outros 14% poderão manter, no ano que
se inicia, o mesmo quadro de empregados que tinham em 2010. Dos 10% restantes,
quatro por cento pensam que contratarão menos pessoas e 6% não souberam
informar. Em 2010, de acordo com dados do Caged,
o setor de serviços foi o que mais gerou oportunidades de trabalho formal entre
as 2,4 milhões criadas no acumulado dos 10 primeiros do ano. Apenas em outubro,
respondeu por 86 mil (mais de 42%) das quase 205 mil vagas criadas no Brasil. O setor de informática também está na
dianteira na questão dos níveis de emprego projetados para o primeiro semestre
de 2011 ante o de 2010: 40% das empresas apostam em aumentar em 10% ou mais o
número de funcionários, e o mesmo percentual indica aumento médio de 5%.
Sessenta por cento dos administradores de restaurantes pensam que terão cerca
de 5% a mais de empregados, e vinte por cento desses empresários calculam a
abertura de 10% ou mais em relação a 2010. Cerca de 20% das prestadoras das
atividades de engenharia e montagem deverão no próximo semestre manter o mesmo
quadro de funcionários que tinham de janeiro a junho de 2010. Os 80% restantes
equitativamente, aumentos médios entre 2% a 5%. Entre as empresas de RH, 45% projetam
contratar entre 4% e 5% a mais que no ano passado nesse período. Trinta e três
por cento delas esperam incremento em torno de 8%, e pouco mais de 22%
acreditam que terão média de 2% a mais de empregados na comparação entre esses
dois primeiros semestres. Dos prestadores de serviços contábeis,
60% apontam que terão média de 2% a mais de empregados na comparação entre os
dois períodos. O restante deles indica que manterá o mesmo quadro de
funcionário que tinha no primeiro semestre de 2010. Na área de telemarketing e
merchandising, 67% dos empregadores vão empregar entre 1% e 3% a mais de
pessoas. Os outros 33% calculam média 5% maior em relação ao quadro de
funcionários que tinham no mesmo período de 2010. Aumento médio de 2% dos empregados é
esperado por quase 36% empresários de segurança privada. Quase 30% deles
projetam ter cerca de 5% a mais de funcionários, e 14% deverão ter 8% a mais
deles. Média de 7% desses empresários aposta, equitativamente, em abrir de 10%
ou mais de vagas e em manter o seu número de funcionários igual ou abaixo dos
que tinham no primeiro semestre de 2010. A maioria (31%) das prestadoras de
serviços de asseio e conservação vai empregar aproximadamente 2% a mais de
pessoas. Vinte e oito por cento delas apontaram crescimento médio de 5% nas
vagas e 22% acreditam em aumentar de 7% a 9% o número de funcionários. Dez por
cento ou mais de oportunidades de emprego poderão estar disponíveis em cerca de
6% dessas empresas, sendo que pouco mais de 3% delas preveem para 2011 que
manterão ou ficarão abaixo das oportunidades ofertadas no mercado de trabalho
durante o primeiro semestre de 2010. Qualificação No setor que tem na mão de obra o seu
maior insumo, cresce nitidamente entre empreendedores a preocupação em
contratar e reter em seus quadros de funcionários pessoas com bom nível de
qualificação. A questão foi a mais pontuada quando
os empresários indicaram os principais desafios internos, de gestão, que
enfrentam na condução dos negócios - número que subiu de 27% em março para 70%
em novembro de 2010. Entre os segmentos pesquisados, a
preocupação com a boa qualidade dos empregados foi a mais assinalada por 80%
dos empresários de informática e de restaurantes. Depois foram os de segurança
privada (71%), asseio e conservação (62,5%), serviços gerais (62%), serviços
especializados com predominância em mão de obra (61%), trabalho temporário e
jardinagem (58%), administradores de RH (56%) e de manutenção mecânica (50%). A menor indicação do problema (20%) foi
dada pelos serviços de contabilidade e de merchandising, seguidos de 22% dos
prestadores de serviços administrativos e 25% dos de manutenção elétrica. Carga tributária De março a setembro de 2010, as
pesquisas Cebrasse/Ipema junto aos empresários de serviços apontaram a alta
carga tributária como o maior dos problemas de cunho externo enfrentados pelo
setor. Vinham depois questões relativas à qualificação, informalidade,
inflexibilidade das leis trabalhistas, infraestrutura e a falta de crédito e de
pagamentos de clientes. Em novembro, mesmo diante da
eventualidade do retorno da CPMF para a engorda dos cofres públicos com a
retirada de mais dinheiro dos contribuintes, empresários de boa parte das
atividades colocaram a falta de pessoas qualificadas à frente de questões de
ordem tributária, ao darem peso aos entraves oriundos de decisões oficiais e de
mercado que afetam a saúde de seus negócios. Indicaram essa situação os segmentos
limpeza e conservação, manutenção predial e elétrica, jardinagem e paisagismo,
gestão de RH, trabalho temporário, serviços gerais, logística e da área
contábil. A atividade que mais se ressente da
questão da qualificação comparada a dos impostos é a de telemarketing
(respectivamente 100% para a primeira situação e 33% para a segunda). A que
menos denota esse problema é o de engenharia e montagem: 100% deles pontuam a
carga tributária e apenas 60% a qualificação. Setores que mais contratam Gerando muito emprego e com escalada
crescente na composição do PIB (no acumulado de 2009, a atividade cresceu 2,6%,
enquanto a indústria teve queda de 5,5%, a agropecuária também recuou), o setor
de serviços tem importante atuação em toda a cadeia produtiva no mercado e nos
setores da administração pública. Em novembro, 58% dos prestadores de
serviços pesquisados pela Cebrasse tinham a indústria como sua principal
contratante. A seguir, os próprios serviços (45%), o comércio (41%), órgãos
públicos (30%), setor financeiro (17%), telecomunicações (16%); e outros, com
31%. Os fatores que mais influenciam as
decisões de compra são: preço, para 81% dos entrevistados; qualificação
técnica, para 49%; histórico de mercado, para 44%; referências, para43%;
emprego de tecnologia, para 30%; e localização da empresa, para 6% deles. Serviços mais contratados A administração pública foi a maior
contratante (75%) de serviços de manutenção elétrica (75%) e predial (69%),
telemarketing (67%), jardinagem e paisagismo (58%), segurança privada e
serviços gerais (57%), e manutenção mecânica (50%). Telemarketing e call center tiveram
100% de suas atividades prestadas para a indústria, que aqueceu também o
faturamento das prestadoras de serviços de logística e distribuição ((86%),
jardinagem (79%), asseio e conservação e gestão de RH (78%), serviços gerais
(76%), segurança privada e trabalhos com predominância de mão de obra (71%);
trabalho temporário (68,5%), manutenção mecânica (67%), manutenção predial
(61,5%), informática, merchandising e serviços contábeis (60%), serviços
administrativos (56%), manutenção elétrica e outros (50%). O setor financeiro contratou 64,3% dos
serviços de segurança privada, e 50% dos de manutenções elétrica e mecânica. O de telecomunicações garantiu 60% do
que faturaram serviços de merchandising, 56% dos administrativos e metade dos
de manutenção elétrica. Oitenta por cento dos contratos de
serviços de merchandising foram com o comércio, responsável também por 78% dos
de administração de RH, 67% dos de telemarketing, 63% dos trabalhos
temporários, 60% de gestões de restaurantes, 56% de serviços administrativos,
54% de manutenção predial, e 50% de manutenção elétrica e outros serviços. Prestadores de serviços contrataram
serviços de outros prestadores: 80% das atividades de administrações de
restaurantes e de RH e serviços contábeis, 78% de serviços administrativos, 68%
de atividades com predominância de mão de obra especializada, 67% de
telemarketing, 61,5% de manutenção predial, 60% de engenharia e montagem, 58% de
jardinagem e paisagismo e 50% de manutenção elétrica. Eleições Aplicada no mês seguinte às eleições
gerais em todo o País, a pesquisa Cebrasse/Ipema apurou que para 32% dos
prestadores de serviços a eleição de Dilma Rousseff, governadores, senadores e
deputados não terá qualquer influência no desempenho de seus setores. Ficaram próximos os resultados das
avaliações de influências negativa (22%) e muito negativa (4%); e positiva
(18%) e muito positiva (6%). O segmento que mais apontou ausência
completa dessa influência (60%) foi o de serviços contábeis, seguido do de
logística (43%). A Influência negativa foi indicada por 40% dos prestadores de
serviços de informática e de administração de restaurantes. A atividade de telemarketing e call
center foi a única a, na totalidade, indicar 100% de influência positiva das
eleições em seus negócios, seguida de 44,5% dos empresários de RH, 40% dos de
merchandising e engenharia e montagem, e 36% dos de segurança privada. Do total de 6% de empresários que
acreditam na influência altamente positiva das eleições, 20% são dos segmentos
de administração de restaurantes e de engenharia e montagem; 15,5% são de
manutenção predial e 14% dos de serviços especializados com predominância de
mão de obra. Fonte:
UOL
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