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Empresário comemora resultados do Simples Nacional
O
empresário Telmo Kottwitz, de Cascavel no oeste do Paraná, tem bons motivos
para comemorar os três anos de Simples Nacional. Com uma micro indústria de
bordados e uma pequena empresa de vendas de máquinas de costura no sistema
tributário diferenciado, ele assegura que, “apesar de os juros no País ainda
continuarem altos”, o Simples permitiu aos seus negócios um ganho real de
aproximados 250%, fazendo as contas desde o início do regime, em julho de 2007.
Esse resultado, explica, leva em conta as reduções tributárias que se
multiplicam com melhorias e ampliações dos negócios. Conforme
o empresário, em Ele
conta que quando o Simples Nacional entrou em vigor a empresa de bordados tinha
sete empregados; hoje tem 17. “Eu comecei com uma máquina de bordar e hoje
tenho seis; trabalhava turnos de 12 horas e hoje trabalho 24 horas”. Isso,
lembra, além dos seis empregados na empresa de venda de máquinas e a
contratação de Serviços terceirizados. Ele também
relaciona o aumento do salário dos empregados. “Nas
minhas empresas e nas organizações associadas na região, comemoramos em 2009
aumento de salário para nossos empregados acima dos índices oferecidos pelo
governo”, garante, dando outro exemplo: “Antes, boa parte dos meus funcionários
vinham trabalhar de bicicleta ou de transporte urbano. Hoje têm motos ou
carros”. Outro exemplo é a redução da rotatividade de empregados. “O empregado
está ficando mais tempo na empresa, que deixa de ser apenas formadora de
mão-de-obra e passa a aproveitar esses trabalhadores já treinados”. Na
avaliação de Telmo, o Simples Nacional contribui diretamente para o aumento do
consumo e o Aquecimento da economia. Exatamente porque
a redução tributária promovida pelo sistema possibilita às pequenas empresas
uma folga de caixa que lhes permite crescimento nos negócios, geração de
empregos e ampliação de salários. Esse Investimento
retorna para as empresas com aumento nas vendas, potencializadas pela redução
de preços com o repasse da redução tributária para o produto. “Essa
sobra de caixa tem um efeito cascata. A empresa aumenta salário e, com um
aumento real no seu poder de compra, o trabalhador gasta com o produto da
empresa”. Ex-presidente da Associação de Microempresas e Empresas de Pequeno
Porte do Oeste do Paraná (Amic), Telmo integrou mobilizações em favor da lei.
Uma das principais lutas agora, defende, é o Simples trabalhista, que reduza
obrigações e burocracias para o setor. Criado
pela Lei Complementar 123/06, mais conhecida como Lei Geral da Micro e Pequena
Empresa, o Simples Nacional unifica a arrecadação do IRPJ, IPI, CSLL, PIS,
Cofins, INSS patronal mais o ICMS e o ISS. Esses oito tributos são pagos num
único boleto, com uma operacionalização feita basicamente via internet. Para o
empresário Telmo Kottwitz, trata-se de tranqüilidade para os empresários.
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